Acervo

O acervo hoje guardado pelo Museu da Geodiversidade (MGeo), que foi constituído ao longo de mais de um século de história e que continua a crescer por meio das atividades de campo realizadas por docentes e discentes semestralmente, serve de base para o trabalho de uma equipe interdisciplinar dedicada à sua pesquisa, documentação, preservação e comunicação.

De um modo geral, ele reúne cerca de vinte mil exemplares entre rochas, minerais, fósseis, icnofósseis (vestígios de atividades de organismos do passado, como pegadas, excrementos e rastros de invertebrados), documentos e objetos histórico-científicos, artefatos e reconstituições de animais já extintos, classificados nas seguintes coleções:a) Coleção de Mineraisb) Coleção de Rochasc) Coleção de Fósseisd) Coleção de Icnofósseise) Coleção Didáticaf) Coleção de Reconstituiçõesg) Coleção Arqueológicah) Coleção Histórico-Científica.

Alguns exemplares merecem grande destaque, tais como: os holótipos utilizados para descrição de novas espécies que ajudam a contar a história da evolução dos animais e vegetais ao longo do tempo; uma amostra de ferro bandado proveniente do Grupo Isua na Groenlândia, com aproximadamente 3,8 bilhões de anos, que constitui parte da evidência mais antiga de existência de vida no planeta Terra; e um fragmento do meteorito Uruaçú, encontrado no estado de Goiás nos anos de 1990. Os meteoritos são resquícios do processo de formação do sistema solar, com aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Através deles, é possível datar a origem de formação da Terra e teorizar a respeito de eventos catastróficos ao longo dessa formação.

Assim, a relevância do acervo do MGeo em termos científicos é notória, como assim também o é em termos histórico-culturais, já que ele todo não só ajuda a reconstruir a história de evolução do planeta Terra e da vida nele existente, como também é fundamental para a reconstrução da história do estudo das geociências no Brasil e das instituições acadêmicas, como é o caso da UFRJ.

  • COLLECTION

The collection now preserved by the Museum of Geodiversity (MGeo), which was formed over more than a century of history and continues to grow through the field activities carried out by teachers and students every six months, serves as the basis for the work of a interdisciplinary team dedicated to your research, documentation, preservation and communication.

In general, it brings together some twenty thousand specimens of rocks, minerals, fossils, ichnofossils (traces of past organisms’ activities such as footprints, excrement and traces of invertebrates), historical and scientific documents and objects, artifacts and reconstructions of animals already extinct, classified in the following collections: a) Collection of Minerals; b) Collection of Rocks; c) Fossil Collection; d) Collection of Ichnofossils; e) Didactic Collection; f) Collection of Reconstitutions; g) Archaeological Collection; h) Historical-Scientific Collection.

Some specimens deserve to be highlighted, such as: the holotypes used to describe new species that help to tell the history of the evolution of animals and plants over time; a sample of banded iron from the Isua Group in Greenland, about 3.8 billion years old, which is part of the earliest evidence of existence on planet Earth; and a fragment of the Uruaçú meteorite, found in the state of Goiás in the 1990s. Meteorites are remnants of the formation process of the solar system, approximately 4.6 billion years old. Through them, it is possible to date the origin of formation of the Earth and to theorize about catastrophic events throughout this formation.

Thus, the relevance of MGeo’s collection in scientific terms is notorious, as it is also in historical-cultural terms, since it not only helps to reconstruct the evolutionary history of the planet Earth and the life in it, but also fundamental for the reconstruction of the history of the study of geosciences in Brazil and of academic institutions, as is the case of UFRJ.

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